Fui atrás da Ayahuasca e acabei descobrindo no rapé uma medicina de chão, corpo e firmeza. Entre tremores, rezos, limites e presença, fui aprendendo que nem toda expansão leva para cima. Algumas nos trazem de volta para a vida concreta.
Já encontrei alienígenas, Exu, caboclo e até gente que já partiu nas minhas experiências com as medicinas. Pode ser tudo da minha cabeça. Pode ser que não. Mas no fim, o que importa mesmo é o que isso fez comigo.
Quando falamos em saúde mental, um dos maiores desafios na jornada para cura é abandonar velhos padrões e atacar a causa dos nossos sofrimentos. Até hoje, os antidepressivos clássicos têm sido uma importante ajuda no alívio dos sintomas. Enquanto a maior parte dos pacientes continua com dificuldades para tratar as causas, os enteógenos surgem como nova esperança.